Por Priscila Peres Rodrigues Product Strategy Manager | Arquiteta de Conexões | Founder @ Ponts
Por Priscila Peres Rodrigues Product Strategy Manager | Arquiteta de Conexões | Founder @ Ponts
Em 2018, eu escrevia sobre como o processo criativo dependia de repertório e conexões. Hoje, em um mundo moldado pela Inteligência Artificial, essa premissa não apenas permanece viva, como se tornou o diferencial entre liderar processos e liderar pessoas. Se a tecnologia agora faz o "divergir" em segundos, cabe ao líder criativo o papel crucial de convergir com propósito.
O Repertório na Era da IA
O processo criativo sempre passou por saber qual é o problema real. Hoje, meu repertório não é apenas o que eu li ou vivi, mas como utilizo a tecnologia para expandir essas fronteiras. O "divergir e convergir" ganhou uma escala sem precedentes com o Prompt Engineering e a IA generativa, permitindo que naveguemos "onde outros não foram" com muito mais agilidade.
No entanto, a verdadeira inovação continua a acontecer no ponto de encontro entre a sensibilidade humana e o rigor técnico.
Liderança é Conexão (e Escuta Ativa)
Se lá atrás eu falava sobre a habilidade de influenciar, hoje vejo a liderança como a capacidade de arquitetar conexões. No ecossistema da Ponts e nas mentorias na Nova SBE, aprendo diariamente que "estar presente" no digital exige um esforço consciente de humanização.
O "olho no olho" agora também acontece através de telas, e o saber ouvir transformou-se em escuta ativa e empática, essencial para desarmar os silos que a distância física pode criar.
Ferramentas de Ontem, Mentalidade de Hoje
Aqueles jogos e dinâmicas do MBA da FIAP (como o treino de associações) evoluíram para a minha rotina de Liderança Human-First.
CNV (Comunicação Não Violenta): Continua sendo o meu sistema operativo para lidar com ambientes complexos.
Segurança Psicológica: O "Team Performance Model" que estudei em 2018 é hoje a base para criar equipas de alta performance. Sem segurança e confiança, a criatividade é silenciada pelo medo do erro.
O Cérebro e o Hábito da Inovação
O cérebro continua a ser treinável, mas os "exercícios diários" agora incluem aprender a desaprender. A zona de conforto é o maior risco em um mercado que se transforma a cada semestre. Praticar a empatia com o cliente e com a equipa — o que chamo de Liderança "Human-First" — é o que garante que a tecnologia seja o motor, e não uma barreira.
Conclusão: Construindo Pontes, Não Apenas Produtos
A criatividade é, na sua essência, um processo associativo. Meu papel hoje é ser a ponte. Às vezes, encontraremos quem "joga bombas", e está tudo bem. A resiliência do líder criativo vem de liderar a si mesmo com confiança e manter o foco na solucionática.
Continuo à procura de conversas fora do meu contexto, acumulando repertório entre Portugal e o mundo, e garantindo que, além da qualificação técnica, saibamos, acima de tudo, lidar com pessoas.
Afinal, a tecnologia escala o impacto, mas é o fator humano que define o destino
